E lá segue essa pomba inocente pelas margens do rio,
Espelhando a sua alma ao vento que dela leva as impurezas,
Assobiando entre as ramagens,
Mostrando sua beleza e suas fraquezas.
Elegante, imponente e brava,
Como uma gaivota na caça ao alto mar.
(Em dias de tempestade
Esperando colher parte dessa saudade.)
Seu olho de corvo sempre à espreita,
De um alguém que a queira levar,
Para se mostrar contrastante,
E sua marca deixar ao passar.
É tão bela!
E seu canto assemelha-se ao do rouxinol.
O seu bico reluz nos raios solares de uma manhã fresca,
E a cor branca das suas penas realça ao sol
Depois, essa andorinha migratória tem de pousar:
Recuperar.
Respirar.
E observar o mundo para no seu poleiro reinar.
Cai a pique.
E passa tangente aos perigos que a rodeiam na terra.
Acelera o seu voo,
Como uma Águia Imperial,
Marcando assim o seu território e apagando todo o mal.
Então, o seu instinto de mãe,
Leva a cegonha até ao seu ninho.
Para junto dos seus,
Para se proteger.
Mas a alegria e a cor de um campo ao madrugar,
Conduz esse caráter de beija-flor sem rumo certo
(mas de direcçao definida),
A abraçar cada qual com sentido especial
Tornando único cada momento.
E chega ao seu destino.
Que é a sua flor.
Aquela que colheu nessa manhã.
E que traz no bico
Porque essa pomba apenas procura a sua Paz.
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