Tão longo caminho esseFazia aquele rapaz..
Camisola rota, pé descalço
Pelas ruas despidas do luxo
Seguia na velha bicicleta
Confiante de si
Ou mesmo rindo de quem ri.
No café da esquina
Encontram-se sempre os mesmos
Caneca vazia, à espera de mais
Despidos de preconceitos
Nem dando importância aos demais.
Estrada estreita
Beco sem saída
A velha escola de portão fechado
Espera-o para poder abrir
Quando terminar ele o caminho
Travão que há-de vir.
Mais à frente está o padre
Da igreja mais pobre daquelas redondezas
Reza pela ajuda
Por mais uma pedalada
Pelo rumo à riqueza.
Mas o caminho continua
Pedala o "João" com pressa de chegar ao fim
Virando à esquerda está a sua "casa"...
Desce da bicicleta com todo o estimo
Despede-se e deixa a sola do seu pé tocar o chão
Descer à realidade.
Nesse dia não houve jantar
Mas isso não era novidade
Afinal, não está no caminho para o luxo?
Só ele sabe a verdade...
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