Tenho andando nesse caminho às voltas numa rotunda de embaraços e desacatos comigo mesma. Tenho-me proporcionado momentos de verdadeira ternura pela minha falta de preserverança e persistência às minhas lutas diárias e tenho beijado as rosadas faces dos problemas. Tenho fechado os olhos à Guerra e virei simplesmente costas. Tenho emoções à flor de uma pele transparente mas fugida enquanto que o vento sopra e leva com ele todos os pássaros que me rodeiam, num caminho mais à frente que o meu. Tenho rodopiado por esses campos floridos pensando não existir saída nem um correr de tempo. Tenho usado um "ter" sem um "poder" e um "querer" sem um "fazer". Faltaram-me as asas para conseguir ir mais além do que apenas o além de um mundo real, concreto e finito. Faltaram-me as palavras de conforto que nunca pedi e faltou-me a chave do portão desse muro que me separou de todos. Exagerei nas letras desnecessárias e nas lágrimas dispendiosas de um som agudo e ao fundo do túnel de um gemido desabafo de frustração. Exagerei na austeridade e na complexidade com que tomei cada relação de empatia ou de inimizade. Floresço com um sorriso novo e reparo que aquela ninfa perdida algures na poderosa sensação de um rumor de felicidade se soltou dessas forças negativas e se deparou com um novo rumo. E nessa longa caminhada reside um profundo silêncio. Era o Ouvir.
1 comentário:
Quem disse que te faltam as asas?
Vejo-te voar!...
Enviar um comentário