E se um dia vivessemos tabelados,
Pela disciplina rotulada na testa?
Onde ficaria então a loucura?
Onde ficaria então a paixão?
E se um dia despejássemos
Toda a alegria
E o rejuvenescer
Por águas abaixo?
Pararia toda a fantasia.
Subornaríamos os sentimentos
E pagaríamos um preço pelo enjoo de viver.
Já fomos assim.
Pequenos de alma...
Naqueles momentos
em que encolhe tudo à nossa volta
E nem a própria roupa nos serve no coração.
Fica a esperança a pairar
como o fumo de cada incêndio
Irrita! Mas não despega.
Sobrevivência meus caros...
Está tão dispendiosa como...
Como o brilhantismo está extinto das luzes
Que outrora iluminaram vidas.
Fogo de amor.
Tem estado ausente.
Porque a desilusão fez evaporar a palavra.
Mas o esquecimento,
Tem estado presente.
Porque a memória pode apagar-se...
Mas nunca se esquece.
E que tal a sociedade
fazer juras de amor
à sua própria vontade
uma vez na vida?
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