"Por vezes pergunto-me o que me terá movido para ficar tão estagnada. Há sentimentos que tive de varrer para dar lugar a outros. E há dias que ambos me atropelam, me consomem toda e qualquer réstia de energia.
Por isso, fico inerte, bruta e sem vontade. Sem vontade de nada. De ver, ouvir ou sequer responder. Toda a ilusão está presa no meu mundo, aquele em que me perco nesses dias e me faz esquecer onde estou ou com quem. Isso magoa. Eu sei. Mas eu sou assim.
Porque um grande vazio ficou em mim desde que partiste. E há coisas que o tempo não está a ajudar. E essa fragilidade afasta-me de quem amo, mesmo amando, mesmo querendo. Estagnei a capacidade de ser espontânea e dizer o que sinto. E fico frustrada por não conseguir aproveitar a efemeridade desta vida, por querer fazer tudo e ao mesmo tempo nada fazer.
Desculpa, a culpa não é tua. Mas antes era mais fácil."
Sim, são palavras de ontem que li hoje. E parte sinto da mesma forma, parte da frustração flui. E a saudade permanece sorrindo. Dos momentos do ontem, do que já foi e que podia voltar a vir. Mas não.E se juntasse o ontem ao hoje? Combinaria? E se todas as peças se voltassem a juntar? Funcionaria?
A resposta não existe. Nunca o vou saber. Mas há sempre aquele bichinho que gostava de o descobrir.
Porque nada do hoje poderei descartar, muito menos do amanhã que ainda não agarrei. Mas e esse passado? É recuperável? E tudo o que vem com ele? Foi de vez?
Never know.
Sim, são palavras de ontem que li hoje. E parte sinto da mesma forma, parte da frustração flui. E a saudade permanece sorrindo. Dos momentos do ontem, do que já foi e que podia voltar a vir. Mas não.E se juntasse o ontem ao hoje? Combinaria? E se todas as peças se voltassem a juntar? Funcionaria?
A resposta não existe. Nunca o vou saber. Mas há sempre aquele bichinho que gostava de o descobrir.
Porque nada do hoje poderei descartar, muito menos do amanhã que ainda não agarrei. Mas e esse passado? É recuperável? E tudo o que vem com ele? Foi de vez?
Never know.
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