«Pela lágrima que escorre
Pelas notas que soam
Ouço ligeira e pequenina
Pelo medo que me ocorre, esqueço
Pelas notas que soam, sinto.
Um passo atrás do outro
O rodar da maçaneta
Pequenina entro
Numa brisa violenta
E escutando concluo... »
Aí, pequenina ainda, pousa a caneta. Tinha terminado aquela página. Era tempo de mudar. Correu para a porta e fez esvoaçar a sua saia alegre ao som do vento. Pegou na guitarra e encantou os pássaros, soltou a sua voz e embalou as flores, dançou com a brisa e fez feliz o céu. Comemorou naquele jardim morto-vivo pela audição, incapaz de sair dali, de se mexer, de sentir...mas desta vez todo ele sorrindo para aquela menina.
A menina dos olhos da sua deusa estava ainda a crescer. A pequenez do seu saber torna-a especial. O medo desapareceu. Sente-se agora CAPAZ.
1 comentário:
amo, mesmoo
é lindo Bia
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